sabe-se...
é tanto o torpor de alma que já nem sabe se é cansaço, se é amargo de gosto, se é apenas abandono.
apenas os dedos percorrem de forma subtil as superfícies ao alcance do calor da pele, como se toda a carapaça dura do lado da vida estivesse vestida de veludo.
E de veludo é todo o rosto das ideias que o invadem, numa profunda viagem ao poro mais envergonhado que se ostenta, na sua solidão, como uma floresta de ácaros sequiosos de toda a dor escondida no silêncio.
sabe-se...
que o melhor momento é aquele em que compõe a palavra na segurança do seu íntimo e profere o discurso no mais profundo grito da sua mudez.
apenas os dedos continuam a viagem naquele matiz macio que não existe e que perdura no voo da imagem que brilha no bastidor da retina.
sabe-se...
que tudo fica ligado ao destino da alma. da alma que não existe porque não é, porque não se tem. daquilo que ninguém vê, ninguém sente e que em todos aquece. A alma, mensageiro de esperança, arcanjo de imaginários de uma vida que tem apenas a certeza da sua morte.
sabe-se...
apenas que o tempo tem o destino intangível de alimentar sómente a missão de uma medida. A medida daquilo que falta para viver e a angústia que perdura por esquecer...
e sabe-se ainda
que a morte é o único companheiro que aguarda por si no destino.
por isso os dedos viajam sem a consciência de sentir-se nesse torpor do cansaço que afinal apenas nos habita como diversão da certeza que a alma adivinha mas que a pele, a carne e o sangue procuram ignorar, numa inebriada dança de macios mergulhos no veludo do destino.
sabe-se apenas que não há saber que resista para saber a vida.
e só no fim se adivinha, como se a morte fosse o troféu de um mergulho sem sal.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
quarta-feira, agosto 16, 2006
pleno, pleno, transbordante
Quando o momento nos oferece apenas um olhar de relance, num esquivo passo de cobardia dissimulada em tons de responsabilidade e empenho prenhes de inocuidade, sentimos que aquele círculo de gente que nos cerca são figurantes de uma qualquer encenação encomendada de barato e povoada de sorrisos superficiais, nascidos de bocas encharcadas do fel que brota do espírito de tais mentes obcecadas em medos e desventuras escondidas e reprimidas no fundo de uma infância de moral impecável.
O pior que se pode fazer ao menino é dar-lhe uma infância sem a liberdade de uma boa sessão de pancadaria na escola, sem uma boa tarde de lama, chuva, gripe e febre até partir, sem o deixar comer fruta com casca e bicho roubada na árvore do quintal do vizinho, sem o deixar fazer uma boa sessão de médicos e enfermeiras, mamãs e papás, truca-truca, com as meninas do prédio ao lado…
O pior que se pode dar ao menino é deixá-lo ser e só ser filho do papá e da mamã.
Quando for grande há-de ser um rapaz muito bem educado, com qualidades acima da média, preferido de toda a gente… mas sempre um falso amigo, embora aparentando qualidades imensas para a cultura de tal arte.
O menino que apenas conheceu as contrariedades impostas pelos desígnios educativos dos seus progenitores, não sabe lidar com as contrariedades de ter um amigo por ser igual, de estar na vida por estar como os outros, de beber a água como os outros a bebem, de olhar nos olhos no mesmo plano vectorial que o seu semelhante. O menino já nasceu educado. Não aprendeu a educação com os imprevistos que vida vai trazendo.
Ter amigos é uma tarefa difícil. Porque é um trabalho que implica ter um bonito respeito pela vontade do nosso interlocutor e ter a coragem de acrescentar à sua vontade a boa vontade que em nós podemos encontrar. Os maus amigos são aqueles que fazem disso um comércio de vida. A amizade que exigem é aquela que resulta de um contrato de dependências que nos cercam e limitam crescentemente.
Lentamente, vamos sentindo o aperto da falsa amizade que nos rodeia. Chega até ao momento em que já nem o olhar tem coragem de se expor. E a amizade fica rendida a uma cegueira de obcecadas rotinas de poder.
Por vezes a morte é um sintoma de liberdade… não a morte da vida, mas a morte da esperança que também fica cercada por deslealdades indomáveis. Prefiro estar preso no silêncio do tempo que respiro do que marchar no grito ensaiado de um rebanho já vendido ao carniceiro.
Prefiro matar do que oferecer para uma amizade ensaiada a dignidade de estar vivo.
O pior que se pode fazer ao menino é dar-lhe uma infância sem a liberdade de uma boa sessão de pancadaria na escola, sem uma boa tarde de lama, chuva, gripe e febre até partir, sem o deixar comer fruta com casca e bicho roubada na árvore do quintal do vizinho, sem o deixar fazer uma boa sessão de médicos e enfermeiras, mamãs e papás, truca-truca, com as meninas do prédio ao lado…
O pior que se pode dar ao menino é deixá-lo ser e só ser filho do papá e da mamã.
Quando for grande há-de ser um rapaz muito bem educado, com qualidades acima da média, preferido de toda a gente… mas sempre um falso amigo, embora aparentando qualidades imensas para a cultura de tal arte.
O menino que apenas conheceu as contrariedades impostas pelos desígnios educativos dos seus progenitores, não sabe lidar com as contrariedades de ter um amigo por ser igual, de estar na vida por estar como os outros, de beber a água como os outros a bebem, de olhar nos olhos no mesmo plano vectorial que o seu semelhante. O menino já nasceu educado. Não aprendeu a educação com os imprevistos que vida vai trazendo.
Ter amigos é uma tarefa difícil. Porque é um trabalho que implica ter um bonito respeito pela vontade do nosso interlocutor e ter a coragem de acrescentar à sua vontade a boa vontade que em nós podemos encontrar. Os maus amigos são aqueles que fazem disso um comércio de vida. A amizade que exigem é aquela que resulta de um contrato de dependências que nos cercam e limitam crescentemente.Lentamente, vamos sentindo o aperto da falsa amizade que nos rodeia. Chega até ao momento em que já nem o olhar tem coragem de se expor. E a amizade fica rendida a uma cegueira de obcecadas rotinas de poder.
Por vezes a morte é um sintoma de liberdade… não a morte da vida, mas a morte da esperança que também fica cercada por deslealdades indomáveis. Prefiro estar preso no silêncio do tempo que respiro do que marchar no grito ensaiado de um rebanho já vendido ao carniceiro.
Prefiro matar do que oferecer para uma amizade ensaiada a dignidade de estar vivo.
sábado, julho 22, 2006
Já não vestimos a roupa para aquecer ou a farda para proteger. Vestimos para parecer. Já não falamos para comunicar, nem escrevemos para memória dos genes. Vomitamos expressões-tipo para agradar e teclamos essencialidades para ganhar.
Nesta nossa natureza vai vencendo o arlequim. E na sua louca caminhada, embora nada entenda de matemática, com sobranceria sorridente, olha a genialidade do criador da equação com aquele tom daqueloutro tão a si igual que apresenta a obra de arte… mas apenas lhe deve a assinatura … e o proveito digno de um mutante.
Resistir a este curso incurável do movimento do rio seria como querer alterar a lei da gravidade de newton. È uma contingência amarga. Mas… a vida decorre na exacta dimensão do comprimento do tempo. Por mais travestida que nos possa ser imposta, o seu devir jamais sofre insinuações, na realidade. Podemos demitir a alegria, podemos fazer da dor um parceiro do calor do sangue. Mas não podemos, mesmo querendo, perder a nossa identidade.
Podemos aceitar o sal a que nos obrigam com um sorriso doce, mas não deixa de ser um nosso e só nosso sorriso. Já o arlequim, quando despe as mil cores da sua roupagem, não descortina qualquer sorriso, porque de tanto imitante no poder militante do escárnio de multidões, já não encontra ser para se ser.
Nesta nossa natureza vai vencendo o arlequim. E na sua louca caminhada, embora nada entenda de matemática, com sobranceria sorridente, olha a genialidade do criador da equação com aquele tom daqueloutro tão a si igual que apresenta a obra de arte… mas apenas lhe deve a assinatura … e o proveito digno de um mutante.
Resistir a este curso incurável do movimento do rio seria como querer alterar a lei da gravidade de newton. È uma contingência amarga. Mas… a vida decorre na exacta dimensão do comprimento do tempo. Por mais travestida que nos possa ser imposta, o seu devir jamais sofre insinuações, na realidade. Podemos demitir a alegria, podemos fazer da dor um parceiro do calor do sangue. Mas não podemos, mesmo querendo, perder a nossa identidade.
Podemos aceitar o sal a que nos obrigam com um sorriso doce, mas não deixa de ser um nosso e só nosso sorriso. Já o arlequim, quando despe as mil cores da sua roupagem, não descortina qualquer sorriso, porque de tanto imitante no poder militante do escárnio de multidões, já não encontra ser para se ser.
quarta-feira, julho 19, 2006

É assim...
tomou espaço na vida das pessoas e tornou-se um elo minimalista de complemento da distância que medeia entre uma consciência dividida em alertas permanentes e uma coerência de linguagem que procura sobreviver em memória de um sentido de equilibrio.
É assim...
mesmo que não seja, entra como se fosse. É assim veio substituir uma leve e discreta passagem de língua no lábio inferior, um desvio pelo lábio superior, um renascer de brilho, num ritual quase sensual e que emprestava ao discurso um petit moment de olhar digno de múltiplas investidas no imaginário do ouvinte. É assim transforma a frase numa desventura de parágrafo à Saramago, sem vírgulas nem fôlego de leitura e com uma melodia mais ao sentido rave do que com um interminável e sempre novo chilreio do canário. É assim é sempre assim. e prontos.
Mas é assim porque o vocabulário é cada vez mais parco. Na falta de palavras para a vertigem do imaginário injecta-se o é assim com um big mac em hora de almoço vazia de tempo para um olhar gostoso no engenho gastronómico. É assim que começamos aquilo que não sabemos bem como dizer e que jamais teremos coragem de encontrar modo de rematar como o tenho dito.
É assim...
e dois pontos.
Cá para mim, mais valia um grunhido. Pois afinal esta é assim apenas demonstra que o espaço do entendimento de criação da linguagem cada vez mais está divorciado da sincera ligação ao espaço daquilo que realmente se pensa. Criou-se uma linguagem de tabela, como se falar fosse apenas mais um ciclo de equações sem dar lugar ao desvario daquilo que reina naqueloutro coração que vive em nós, que não bombeia sangue, não estremece a um ciclo ritmado como um motor, que não tem veias nem artérias. Um coração que não sabe dizer é assim porque não precisa de demonstrar aquilo que supostamente está destinado a fazer. Aquele coração que estremece na alma, o mesmo que faz parar o corpo como a petit mort de um momento de orgasmo.
Afinal o que distingue um é assim de um latido?
Um latido sente-se. Quando o meu platão late de forma mais grave, embora emita o monossílabo único que aprendeu, percebo que está alerta com algo no exterior. Quando late de forma mais comedida, com o mesmo palavrão, sinto bem que precisa de companhia.
Mas o é assim, dito seja lá por quem for, demonstra sempre a mesma mesma merda: faltam palavras para um bom discurso. Mais valia ladrar.
sábado, julho 15, 2006
recebi um elogio: sou um canalha
Quando finalmente mostram os dentes….
Os dentes não são podres. São tingidos de um castanho não criado pelos cigarros mas mais próximo de uma forma de mostruário daquilo que ocorre lá mais fundo, ao longo do cólon transverso. O odor corporal aproxima-se de um misto de reciclagem de um fugaz toque de desodorizante de loja chinesa, não aplicado por discrição do trato, mas por ausência do hábito, e um forte bafo de álcool destilado por poros vivos de gorda matéria transbordante que desde há vários dias venceu a investida da água corrente, absorvendo-a, humilhando-a e reduzindo-a à mísera condição de translúcida baba de charco.
A voz é bíblica. Não porque leu algum texto sagrado ou tenha algum mérito de auferir a propriedade de um discurso digno de um espírito douto e elevado, sábio e ponderado. Mas porque tomou o discurso do padre da paróquia como a mensagem que inspira medo. E afinal porque interpretou que o medo, deus e as inventivas das santidades, são modelos dogmáticos do poder mágico da palavra. E como o medo e o poder lhe inspiram autoridade e subserviência, tomou tal discurso como se medo, poder, autoridade e subserviência pudessem representar qualidades dignificantes da condição humana. Com tal engano em tal mole de sinapses neurais em franco défice de energias, a sua voz representa a viva imagem do imponente grito do homem tretas, uma nova versão que o sapiens pode correr o risco de adoptar por imposição de um destino catastrófico.
Dirá que é o único. Com o seu fim termina o mundo. A sua indispensabilidade será, em seu tão cuspido discurso, uma contingência indeclinável da natureza. Na profissão, jamais alguém o pode secundar, quanto mais igualar, e na vida só deus pode conhecê-lo, pois, com efeito, só mesmo uma divindade poderá suportar tanto nojo de um mar tão intenso de leveduras balbuciantes entre a cultura de bactérias do fétido espaço onde jaz uma língua permanentemente afogada em saliva alucinada e o fosso longo de gordura bojuda que suporta tanta bebida diversificada que, em qualquer filho de deus, devolveria vómitos sem fim.
Este é aquele que precisa de dizer quem é. Que tem que propalar o que faz, que precisa de ensaiar ao espelho o discurso, a pose, o bafo que limpa com a manga. Que precisa de gritar para ser visto. Se assim não fosse, o homo sapiens seguiria feliz. Já feliz é o espelho, porque é destituído do dom do olfacto.
Mas este é também aquele que prima pela impunidade dos seus actos, porque de actos não podemos falar, mas sim de devaneios de um percurso esquizofrénico de um espírito cujo habitáculo craniano há muito tempo foi vítima de um processo de degeneração progressiva por falta de condições de habitabilidade para qualquer neurónio minimamente sóbrio.
Este é aquele que aturamos diariamente. O tal guru de uma qualquer coisa com uma qualquer autoridade e um elevadíssimo nível de colesterol e triglicerídeos em doses qb. E quando deus se cansar, obrigá-lo-à a vomitar o fígado.
E não se pense que tenhamos a ingenuidade de sentir que somos melhores ou mais dignos do que este tipo de espécimen para estar neste mundo. È porque olhando para eles sabemos bem o quanto somos bem piores e menos dignos: ao dizer alarvidades como as que este verme profere na impunidade dos seus delírios, seríamos esmagados como os malditos vermes em que nos elevaríamos. Ao debitar um hálito tão fétido ou um odor corporal como o deste zombie alegre, seríamos olhados com reprovação e desconfiança. E se a bebedeira alguma vez fosse tão farta e rica como a deste iluminado pelo dom da absorção rápida de álcool na excessiva camada de sebo corporal, seríamos alvo de um exame de consciência que dispensaria qualquer melhor conselho divino, como a própria vida muito bem o ensina…
Por aqui ficamos, neste silêncio.
Nem vale a pena chorar.
Se o choro fosse daqueloutro, seria um acto de contrição.
No nosso caso, seria tido, no senso comum, como um ensaio de crocodilo.
Puta de vida.
Quando finalmente mostram os dentes….
Os dentes não são podres. São tingidos de um castanho não criado pelos cigarros mas mais próximo de uma forma de mostruário daquilo que ocorre lá mais fundo, ao longo do cólon transverso. O odor corporal aproxima-se de um misto de reciclagem de um fugaz toque de desodorizante de loja chinesa, não aplicado por discrição do trato, mas por ausência do hábito, e um forte bafo de álcool destilado por poros vivos de gorda matéria transbordante que desde há vários dias venceu a investida da água corrente, absorvendo-a, humilhando-a e reduzindo-a à mísera condição de translúcida baba de charco.
A voz é bíblica. Não porque leu algum texto sagrado ou tenha algum mérito de auferir a propriedade de um discurso digno de um espírito douto e elevado, sábio e ponderado. Mas porque tomou o discurso do padre da paróquia como a mensagem que inspira medo. E afinal porque interpretou que o medo, deus e as inventivas das santidades, são modelos dogmáticos do poder mágico da palavra. E como o medo e o poder lhe inspiram autoridade e subserviência, tomou tal discurso como se medo, poder, autoridade e subserviência pudessem representar qualidades dignificantes da condição humana. Com tal engano em tal mole de sinapses neurais em franco défice de energias, a sua voz representa a viva imagem do imponente grito do homem tretas, uma nova versão que o sapiens pode correr o risco de adoptar por imposição de um destino catastrófico.
Dirá que é o único. Com o seu fim termina o mundo. A sua indispensabilidade será, em seu tão cuspido discurso, uma contingência indeclinável da natureza. Na profissão, jamais alguém o pode secundar, quanto mais igualar, e na vida só deus pode conhecê-lo, pois, com efeito, só mesmo uma divindade poderá suportar tanto nojo de um mar tão intenso de leveduras balbuciantes entre a cultura de bactérias do fétido espaço onde jaz uma língua permanentemente afogada em saliva alucinada e o fosso longo de gordura bojuda que suporta tanta bebida diversificada que, em qualquer filho de deus, devolveria vómitos sem fim.
Este é aquele que precisa de dizer quem é. Que tem que propalar o que faz, que precisa de ensaiar ao espelho o discurso, a pose, o bafo que limpa com a manga. Que precisa de gritar para ser visto. Se assim não fosse, o homo sapiens seguiria feliz. Já feliz é o espelho, porque é destituído do dom do olfacto.
Mas este é também aquele que prima pela impunidade dos seus actos, porque de actos não podemos falar, mas sim de devaneios de um percurso esquizofrénico de um espírito cujo habitáculo craniano há muito tempo foi vítima de um processo de degeneração progressiva por falta de condições de habitabilidade para qualquer neurónio minimamente sóbrio.
Este é aquele que aturamos diariamente. O tal guru de uma qualquer coisa com uma qualquer autoridade e um elevadíssimo nível de colesterol e triglicerídeos em doses qb. E quando deus se cansar, obrigá-lo-à a vomitar o fígado.
E não se pense que tenhamos a ingenuidade de sentir que somos melhores ou mais dignos do que este tipo de espécimen para estar neste mundo. È porque olhando para eles sabemos bem o quanto somos bem piores e menos dignos: ao dizer alarvidades como as que este verme profere na impunidade dos seus delírios, seríamos esmagados como os malditos vermes em que nos elevaríamos. Ao debitar um hálito tão fétido ou um odor corporal como o deste zombie alegre, seríamos olhados com reprovação e desconfiança. E se a bebedeira alguma vez fosse tão farta e rica como a deste iluminado pelo dom da absorção rápida de álcool na excessiva camada de sebo corporal, seríamos alvo de um exame de consciência que dispensaria qualquer melhor conselho divino, como a própria vida muito bem o ensina…
Por aqui ficamos, neste silêncio.
Nem vale a pena chorar.
Se o choro fosse daqueloutro, seria um acto de contrição.
No nosso caso, seria tido, no senso comum, como um ensaio de crocodilo.
Puta de vida.
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